N-f

No túmulo de Herberto Helder
(À memória de Herberto Helder, 1930-2015)

"A brancura dos ossos e o esquecimento"
abrem a porta indesejada e nadamos:
ao incontornável rio Letes temos chegado.
"Rosa como alta cabeça", peixe rabanando.

Quem deveria esquecer o pecado é o que foge.
Na oposta margem, alvos como a neve se repartem,
lavados que foram no rio largo – tão longa a margem
Ah! que a memória se apega à lama imprecisa.

De um corpo em letra de música fácil conseguiria
Lembrar-se, mas um soneto se anuncia e o haicai
Segue-se: a memória diluída do que foi um dia.

Vem o povo todo ouvi-lo; brancura dos ossos rever
Até que ponto o punho e as finas unhas se lascam.
No túmulo do poeta, outro chora desconsolado.
~.~.~.
This is a poem based one two insights: From "Ash Wednesday" (T.S.Eliot) - "[Let] the whiteness of bones atone to forgetfulness." and the death of Portuguese poet Herberto Helder (2015), from whom I took the expression in the middle of tones of his verses "rosa como alta cabeça" (aprox. "rose as a big head") to explore the theme of Death and Ressurection, through the Poetry.

No túmulo de Herberto, poema d

by adalbertodequeiroz

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