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Lábios Impuros (I), Beto Queiroz*

As luzes do templo dão o alerta:
Abre os olhos, ó presa do covil!

No tempo mau do ano cinco mil
No mês Tebeth, cai em si o poeta
Abre os olhos, ó presa do covil!
As luzes do templo dão o alerta.

Abre os olhos, vê-se preso ao covil
As luzes do templo dão o alerta –
Não há forma de não se revelar
face à bondade que se acoberta.

Não há forma de não se revelar
face à bondade que se acoberta
Entanto, tem lábios impuros
e cala diante da massa incerta.

Mas porque são lábios impuros
se cala diante da terra deserta;
triste, trôpego prossegue lento
à espera da próxima porta aberta.
+++++
(*)Poemas drafts, 2017 (VII).

Lábios Impuros (I), Adalberto

by adalbertodequeiroz

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