Natal

Vendo piscantes luzes às vitrines expostas,
à véspera do Natal de Jesus; em mim
acende-se este mortal desgosto
do falso brilho emanado dessa luz.

Não há nesses presentes ouro, incenso e mirra.
Sábios presentes de dois mil anos de bom gosto
antes fossem mimos; até hoje compõem eterno hino.

Agora, entanto, não há senão mercadoria
n'alma do infante extasiada e fria -
que marca pra sempre a criança inerte.

Há múltiplos bens - todos vazios:
busca-se pagar o que de Graça teríamos -
a vida e a alegria do Jesus Menino.

Poema de Natal (1)

by adalbertodequeiroz

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