E

ENTRE PALAVRAS
cavando o mineral do verso claro
e nas correntes da história
de funda bateia armado -
nas minas, à meia distância
entre a pepita e o veio
comum da fala
entre palavras, Sizenando.

Não estás só, nas Minas
Gerais de teus avoengos
Contra os mitos em vão
Carregas o astrolábio.

Entre palavras, um só
Sem eldorado à vista -
uivando feito um cão.

Entre palavras, Sizenando
e tua surda luta -
procura mais vã.

Ao cabo, o cadinho
dar-te-á, a duras penas,
só cristal de rocha
e rutil - pó e solidão.
*****
De "Cadernos de Sizenando, vol. II".

Dos Cadernos de Sizenando, vol.II.

by adalbertodequeiroz

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